domingo, 13 de fevereiro de 2011

Court to interrogate American pilots of Legacy in March

Court to interrogate American pilots of Legacy in March

Juliana Michaela
Direct from Cuiabá

The substitute Federal judge in the Single Court of Sinop (MT), Murilo Mendes, set March 30 and 31, at 12:00, for the interrogation of American pilots Joseph Lepore and Jan Paul Paladino. They will be heard by videoconference which will be realized at the Brazilian Consulate in Washington, in the United States. The pilots conducted the Legacy jet which collided with the Gol airplane in 2006. The collision caused the Boeing to crash in the county of Peixoto do Azevedo, Mato Grosso, killing 154 people.

Besides the interrogation, it was also determined by the judge that the Court will communicate to the Brazilian airline TAM, in three days, for it to designate a pilot with international experience, who can serve to collaborate with the Courts as an indirect witness, in an audience to be undertaken on March 11, at 15:00, in Sinop.

Mendes denied the request by the Federal Prosecutor's Office for a face-to-face questioning of defense witness Sergio Salles and the expert and aviation accident specialist Roberto Peterka, who is a witness for the prosecution. For the judge, both are technical experts who have a long curriculum in aviation, in such a way that it is very unlikely that they could be forced into an insurmountable contraction or have to retract what they said.

"Better, then, to hear someone who is essentially the judge's collaborator, a pilot with wide experience and with the capacity, in light of this, to elucidate questions which still need to be clarified", said the judge in his decision.

Murilo Mendes further determined that on March 14 and 15, as 12:00, the witnesses will be heard by videoconference. In the decision, which does not name the witnesses, it is emphasized that three people will be interrogated per day, informing that the Brazilians will be heard at the headquarters of the Department of Asset Recovery, an organ of the Ministry of Justice, in Brasilia.

The accident
Gol Flight 1907, which was performing the Manaus-Rio de Janeiro route, with a stop in Brasilia, crashed in the north of Mato Grosso, on September 29, 2006, killing the 148 passengers and six crew members. The accident involved the Legacy executive jet, manufactured by Embraer, which landed safely at an air base in the south of the state of Pará, after colliding with the Gol plane.

The pilots of the Legacy, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, are accused of not having turned on the Traffic Collision Avoidance System (TCAS), equipment responsible for contact between the aircraft and the transmission towers (sic).

The indictment by the Federal Prosecutors' Office, returned on May 25, 2007, related that the Gol plane's transponder remained on during the entire trip, but that of the Legacy, after a certain moment, was turned off. The transponder is a device which interacts with the air traffic control secondary radars and with other transponders, supplying information on the position and movement of the aircraft.

The transponder functions in an integrated manner with the TCAS. However, they are independent and differentiated devices, which serve to avoid one aircraft colliding with another. When the TCAS is turned on, it also automatically turns on the transponder, which doesn't happen when only the transponder is turned on.

Justiça interrogará pilotos americanos do Legacy em março

Justiça interrogará pilotos americanos do Legacy em março

Juliana Michaela
Direto de Cuiabá

O juiz federal substituto na Vara Única de Sinop (MT), Murilo Mendes, marcou para os dias 30 e 31 de março, às 12h, o interrogatório dos pilotos americanos, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino. Eles serão ouvidos por uma videoconferência que será realizada na sede do Consulado Brasileiro em Washington, nos Estados Unidos. Os pilotos conduziam o jato Legacy que se chocou com o avião da Gol em 2006. O choque causou a queda do Boeing no município de Peixoto do Azevedo, Mato Grosso, matando 154 pessoas.

Além do interrogatório, também foi determinado pelo juiz que a Justiça comunique a empresa aérea TAM, em três dias, para que ela indique um piloto de experiência internacional, para que possa servir de colaborador da Justiça como testemunha indireta, em audiência a ser realizada no dia 11 de março, às 15h, em Sinop.

Mendes negou o pedido do Ministério Público Federal que havia solicitado uma acareação entre a testemunha de defesa dos pilotos Sergio Salles e o perito e especialista em acidentes aéreos, Roberto Peterka, que é testemunha de acusação. Para o juiz, ambos são técnicos que possuem vasto currículo em aviação, de modo que muito dificilmente cairiam em contradição insuperável ou se retratariam do que disseram.

"Melhor, então, ouvir alguém que seja essencialmente um colaborador do juízo, um piloto com larga experiência e com capacidade, em vista disso, de elucidar questões ainda pendentes de esclarecimentos", disse o juiz em trecho da decisão.

Murilo Mendes determinou ainda que nos dias 14 e 15 de março, às 12h, será realizada a audiência das testemunhas por videoconferência. Na decisão, que não traz o nome das testemunhas, é destacado que serão interrogadas três pessoas por dia, informando que as do Brasil serão ouvidas na sede do Departamento de Recuperação de Ativos, órgão do Ministério da Justiça, em Brasília.


O acidente

O vôo 1907 da Gol, que fazia a rota Manaus-Rio de Janeiro, com escala em Brasília, caiu no norte do Mato Grosso, em 29 de setembro de 2006, matando os 148 passageiros e seis tripulantes. O acidente envolveu o jato executivo Legacy, fabricado pela Embraer, que pousou em segurança numa base aérea no sul do Pará, após uma colisão com o avião da Gol.

Os pilotos do Legacy, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, são acusados de não terem acionado o Sistema de Alerta de Tráfego e Prevenção de Colisão (TCAS), equipamento responsável pelo contato entre a aeronave e as torres de transmissão.

A denúncia do Ministério Público Federal, apresentada em 25 de maio de 2007, relata que o transponder do avião da Gol permaneceu ligado durante todo o vôo, mas o do Legacy, a partir de um certo momento, foi desligado. O transponder é um aparelho que interage com os radares secundários do controle aéreo e com outros transponders, fornecendo informações sobre a posição e o deslocamento das aeronaves.

O transponder funciona de forma integrada com o TCAS. Entretanto, são equipamentos independentes e diferenciados, que serve para que um avião não se choque com outro. Quando o TCAS está ligado, ele liga automaticamente o transponder, o que não ocorre quando somente o transponder está ligado.

Testemunha de pilotos rebate laudo

Testemunha de pilotos rebate laudo

Voo 1907

Sérgio de Almeida Salles, ex-oficial da Força Aérea Brasileira (FAB) e representante da empresa ExcelAire no Brasil na época do acidente, confrontou o relatório do Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa) sobre o acidente com o Boeing da Gol, em setembro de 2006.

Salles foi testemunha de defesa dos pilotos norte-americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore e foi ouvido em audiência na terça-feira, em Sinop. A audiência faz parte do processo do acidente do voo 1907, que matou 154 pessoas em setembro de 2006. O jato Legacy, que pertence à empresa ExcelAire, era pilotado por Paladino e Lepore e colidiu contra o Boeing da Gol.

Tendo apenas como argumento suas opiniões próprias, o depoimento de Salles passou a ser desacredito quando confrontado com dados técnicos do relatório do Cenipa. Além do próprio Cenipa, o relatório passou pela validação do Instituto Nacional de Criminalística e pela Polícia Federal. A procuradora do Ministério Público Federal (MPF), Analícia Trindade, chegou a chamar a atenção do ex-oficial, dizendo que suas declarações poderiam configurar crime de falso testemunho. “Quando confrontado e desmentido, Salles usava expressões técnicas para confundir o juiz e as partes envolvidas”, afirma a procuradora.

Dante D’Aquino, assistente de acusação do MPF, representando a Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, explica que ficou evidente que a testemunha estava no depoimento de forma parcial, como representante dos interesses da ExcelAire. “Salles foi visivelmente tendencioso em suas declarações”, diz.

O perito de acidentes aeronáuticos Roberto Peterka fez uma investigação aprofundada do que o relatório técnico do Cenipa indica. Peterka já investigou mais de mil casos de acidentes e fez parte da FAB. Segundo o especialista, os pontos destacados como aparelhos do avião Legacy desligados, inabilidade dos pilotos de pilotar tal categoria de aeronave, além da falta de um planejamento de voo são fatores determinantes da comprovação da responsabilidade dos norte-americanos Lepore e Paladino pelo acidente. A próxima audiência do caso será também com testemunhas de defesa dos acusados, com data ainda a ser marcada. (Com assessoria)

Pilotos do Legacy serão ouvidos por videoconferência

Pilotos do Legacy serão ouvidos por videoconferência

A Justiça Federal utilizará o sistema de videoconferência para interrogar os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino no processo que apura o acidente entre o jato Legacy e o Boeing 737 da Gol, em setembro de 2006. Os interrogatórios dos pilotos foram marcados para os dias 30 e 31 de março e serão realizados por meio de uma conexão de áudio e vídeo entre o consulado brasileiro em Washington (EUA) e a sede do Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça, em Brasília.

A decisão é do juiz Murilo Mendes, da Vara Federal de Sinop (a 500 km de Cuiabá), onde tramitam os processos contra os pilotos e controladores de voo.

Para o magistrado, o mecanismo ampliará o direito de defesa dos pilotos, acusados de atentado contra a segurança do transporte aéreo. “Dispostos a falar, (os pilotos) estarão falando com quem terá a responsabilidade efetiva de julgar a demanda”, diz.

O juiz determinou, ainda, que a TAM indique um piloto com larga experiência para atuar como colaborador da Justiça. O profissional, segundo o juiz, necessita apresentar capacidade de elucidar questões ainda pendentes de esclarecimentos e não ter vínculo com as partes.

O Boeing da Gol e o Legacy chocaram-se no ar no dia 29 de setembro de 2006. O Boeing caiu em uma área de mata fechada no norte de Mato Grosso, matando todas as 154 pessoas a bordo.