quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Justiça exclui testemunhas no processo de queda do avião da Gol

12/08/2010 - 21h00

Justiça exclui testemunhas no processo de queda do avião da Gol

JOÃO PAULO GONDIM
DE SÃO PAULO

A Justiça Federal de Mato Grosso excluiu sete testemunhas do processo sobre a queda do Boeing da Gol em Mato Grosso em 2006, na qual 154 pessoas morreram. As audiências com seis dessas testemunhas haviam sido pedidas pela defesa dos pilotos americanos do jato Legacy, Joseph Lepore e Jan Paladino, que bateu no avião da Gol, causando o acidente.

De acordo com o Ministério Público Federal, responsável pela acusação, a decisão acelera em um ano o desfecho do caso. Os réus podem pegar penas de quatro anos por homicídio culposo (sem intenção).

O juiz Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza, em decisão na última terça, também determinou que os processos relativos aos pilotos e aos controladores de voo envolvidos no caso fossem unificados. Ele também aceitou um pedido de perícia feito por controladores.
A procuradora da República Analícia Trindade, de Sinop (MT), prevê que, agora, o processo seja definido daqui a seis meses.

"A decisão foi excelente. O processo poderia ser trancado com aquelas infinitas testemunhas arroladas no exterior que não contribuiriam em nada para elucidar a causa e a responsabilidades."

Foram consideradas testemunhas dispensáveis pelo magistrado passageiros do Legacy (por desconhecimento técnico) e especialistas em aviação (por não terem presenciado o episódio). Todas moram no exterior. Para a Procuradoria, o arrolamento delas iria retardar o andamento do processo.

Os primeiros depoimentos começarão em 25 de agosto. Procurado hoje pela Folha, o
advogado dos pilotos, Theo Dias, não ligou de volta. Em 2009, ele negou que a convocação das testemunhas provocaria a prescrição dos crimes.

A Aeronáutica, que representa os controladores, disse que não comenta "assuntos que
estão na esfera judicial".

Colaborou RODRIGO VARGAS, de Cuiabá

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