sexta-feira, 25 de junho de 2010

Avião faz 'manobra evasiva' para 'evitar colisão', afirma a TAM

Avião faz 'manobra evasiva' para 'evitar colisão', afirma a TAM

Em nota, empresa diz que procedimento foi durante aproximação a Congonhas.
Comandante seguiu os procedimentos de segurança, diz empresa.

A assessoria de imprensa da TAM confirmou, por meio de nota, que a aeronave que cumpria o voo JJ3717, que faz o trajeto Brasília-São Paulo, teve de "realizar uma manobra evasiva em razão de os equipamentos de bordo terem detectado a presença de outra aeronave na mesma rota". A manobra foi feita no início da noite desta quinta-feira (24) durante o procedimento de aproximação ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, segundo a assessoria.

O comandante seguiu os procedimentos de segurança prescritos para essas circunstâncias e informou os passageiros do ocorrido, de acordo com a TAM. O aparelho pousou, em seguida, sem consequências, às 18h52. "Os 171 passageiros desembarcaram em seguida", completou a nota. De acordo com o site da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o voo 3717 saiu de Natal, fez escala em Brasília e pousou em Congonhas.

Uma passageira que estava na aeronave relatou ao G1 que o comandante já havia anunciado o início dos procedimentos de descida quando ocorreu a queda brusca. Mesmo usando o cinto de segurança, ela sentiu que levantou “uns dois palmos” da poltrona. Segundo ela, o comandante afirmou que precisou realizar a manobra por causa do tráfego aéreo. Os passageiros ficaram assustados e houve gritos e choros no voo. A assessoria de imprensa da TAM disse que não houve necessidade de atendimento de passageiros após o pouso.

Senador a bordo

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) estava a bordo e contou ao G1 como foi. "Entendi mais ou menos que foi uma manobra para evitar colisão. O comandante falou que teve de fazer uma manobra ríspida. Eu fiquei preocupado com a gritaria, mas achei que fosse aquelas quedas que dão naturalmente no voo. A aeromoça caiu no colo de alguém. Foi muito rápido", diz ele.

Tuma, que estava sentado na fila 12, disse que o avião estava próximo de São Paulo e fez uma manobra como uma descida brusca. "Ele afundou em direção ao chão e deu uma balançada."

Tuma disse que a série de incidentes na aviação civil o preocupam. "Foi lá (no Senado) a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) outro dia depor para nomear novo dirigente e houve preocupação com a provável falta de assistência técnica com maior intensidade junto às companhias áereas. Acho que a Anac e o departamento subordinado à Aeronáutica devem manter vigilância bastante intensa", afirmou.

domingo, 20 de junho de 2010

As razões do medo de avião

As razões do medo de avião

Dirceu Cardoso Gonçalves*

Os sofridos passageiros de avião parece que agora vão ser mais respeitados. As soberbas companhias aéreas serão obrigadas a oferecer facilidades de comunicação assim que fizer uma hora de atraso no vôo, dar alimentação a partir da segunda hora e acomodá-los em hotéis a partir da quarta hora. Serão obrigadas a embarcar o cliente no primeiro vôo das concorrentes para o mesmo destino e, se nada disso ocorrer, terão de devolver o dinheiro da passagem no mesmo dia, não em um mês, como estabelecia o regulamento anterior.

As medidas, se efetivamente colocadas em prática, vão conferir um pouco mais de conforto e segurança aos usuários do transporte aéreo. Mas representam apenas uma parte da solução do dilema vivido pela aviação comercial brasileira. Ainda permanecerão as cruciais dúvidas quanto à manutenção das aeronaves e à segurança do sistema de proteção ao voo. Na crise que superlotou os aeroportos, muito se falou sobre a falta de estrutura de terra para sustentar o número de voos que hoje cruza os céus do País e, depois do acidente com o avião da TAM, em Congonhas, questionou-se os esquemas de manutenção das empresas aéreas, que seriam inadequados.

A crise dos aeroportos, o governo resolveu usando regulamentos militares, já que boa parte dos controladores rebelados e em operação-padrão era vinculada à Aeronáutica. Na época, falou-se sobre a construção de novos aeroportos, a ampliação dos atuais e uma série de medidas, mas tudo parece ter caído no esquecimento. Se não caiu, pelo menos, as providências não foram divulgadas.

Atualmente, quem se dispõe a viajar de avião – e muitas vezes não há alternativa num território tão amplo quanto o brasileiro – dificilmente consegue evitar pensar sobre como devem ter sido resolvidos os problemas dos controladores. Se eles, obrigados a voltarem ao trabalho, hoje estariam atuando dentro de bons padrões de segurança ou na precariedade. Se as companhias aéreas estão prestando boa manutenção às suas aeronaves ou se estariam negligenciando, mesmo sabendo que lá em cima não há acostamento para abrigar veículo avariado.

A sociedade brasileira tem vivido sob o empuxo de momento. Tal qual na política, em que são levados a público acontecimentos gravíssimos, e a maioria deles simplesmente desaparece sem que os responsáveis recebam a justa punição, não se tem notícias do que foi feito para solucionar a crise do transporte aéreo. Não se sabe se os equipamentos e o pessoal, então tidos como insuficientes, receberam reforço ou continuam insuficientes para a demanda. Da mesma forma, ainda não sabemos o que provocou o acidente do Airbus da TAM, que correu toda a pista, não parou e espatifou-se, matando duas centenas de ocupantes, entre passageiros e tripulantes. O Boeing da Gol, sabe-se que foi derrubado pelo Legacy pilotado por dois americanos, mas não há conclusão das razões que o levaram ao choque.

É por causa disso que, apesar das novas e salutares medidas anunciadas, os passageiros ainda continuam com aquele característico medo na hora de embarcar...

terça-feira, 8 de junho de 2010

Feriado de aeroportos lotados. E Infraero fala em situação 'atípica' –

Feriado de aeroportos lotados. E Infraero fala em situação 'atípica' –

O Estado de São Paulo - 08/0610

Filas no check-in, nas esteiras de bagagem e nos pontos de táxi irritam passageiros que usam Cumbica e Congonhas

Rodrigo Burgarelli

Enquanto as obras de ampliação dos aeroportos de Congonhas e Cumbica demoram para sair do papel, quem viaja de avião em São Paulo vive uma rotina de filas e atrasos constantes. Como ambos estão trabalhando no limite de sua capacidade - os dois receberam juntos em 2009 cerca de 34,5 milhões de passageiros, apenas 100 mil a menos que o limite operacional somado -, a situação chega ao limite nos feriados prolongados, como ocorreu no último fim de semana.

O publicitário Edmar Bulla, de 36 anos, foi um dos passageiros afetados pelo gargalo aeroportuário. Ele voltava de uma viagem curta - de Ribeirão Preto para Congonhas, um voo de cerca de meia hora - e ficou mais tempo esperando a fila do táxi do que no avião. "Estava insuportável. Foram 40 minutos na fila, que estava dando voltas na parte inferior do aeroporto. Não estou falando de dezenas de metros, e sim de centenas", conta ele, que chegou a São Paulo às 22h20 de domingo.

Acostumado a viajar de avião, Bulla diz já ter aprendido a não despachar a bagagem para agilizar o desembarque. Mas a estudante Ana Elisa Lima, de 18 anos, não pôde fazer o mesmo quando vinha para São Paulo no domingo à noite. Por isso, além dos 40 minutos da fila do táxi que também teve de enfrentar, ela passou cerca de meia hora esperando suas malas na esteira de bagagem de Congonhas. "Foi bem horrível. Não tinha esteira para o nosso voo, que vinha de Cascavel em um avião pequeno. Tivemos de esperar liberarem as bagagens dos aviões grandes. Foram mais de uma hora só para sair do aeroporto", diz.

Já a médica Natália Silva Roma, de 26 anos, ficou mais de uma hora até conseguir fazer o check-in em Cumbica, na quarta-feira à noite, quando embarcava para passar o feriado em Fortaleza. "Tinha uma fila enorme, tanto no check-in doméstico quanto no internacional", conta. Depois disso, seu voo ainda atrasou mais de uma hora e meia para a decolagem, pois o avião demorou para chegar no aeroporto, segundo a companhia aérea.

Outro lado. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), responsável pelos aeroportos, informou que as filas foram causadas pelo número atípico de passageiros durante o feriado. A empresa credita o atraso nas esteiras à demora das companhias aéreas em colocar a bagagem no mecanismo, o que tem um efeito cumulativo nos desembarques ao longo do dia.

A Infraero também planeja obras de ampliação em ambos os aeroportos para serem entregues antes da Copa do Mundo de 2014. O plano para Cumbica prevê um acréscimo de 5,5 milhões de passageiros por ano em sua capacidade até 2013, com a construção de dois módulos operacionais provisórios - uma espécie de galpão de vida útil curta enquanto o terceiro terminal do aeroporto não é finalizado. Em Congonhas,os planos são de aumentar a capacidade em 3 milhões de viajantes por ano com a construção de 20 novos balcões de check-in até o início de 2012.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Editorial Estadão: A crise dos aeroportos

A crise dos aeroportos

Editorial Estadão


Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no dia 31/5, reconhece a situação de caos do sistema aeroportuário, fala em "apagão aéreo" e na instabilidade da ação reguladora e indica que a capacidade dos principais aeroportos do País. Guarulhos, Congonhas, Santos-Dumont, Confins, Pampulha, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Manaus e Natal é inferior à demanda. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tentou desqualificar o texto, afirmando, por exemplo, que a capacidade dos aeroportos de Brasília e Manaus é superior à citada.

O documento foi apresentado pelo diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; pelo coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; pelo coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pêgo; e pelo assistente de pesquisa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), Josef Barat.

Entre os principais riscos que o estudo aponta está o do colapso aeroportuário decorrente do aumento da demanda em eventos como a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016.

Apenas em São Paulo está previsto um acréscimo de 600 mil visitantes em relação à situação atual, o que causará grandes transtornos em Guarulhos e Congonhas, se não forem removidos a tempo os gargalos que afetam os aeroportos.

E não há uma definição clara de estratégias para a aviação civil nos próximos 30 anos nem políticas e regras de regulação econômica que balizem a evolução dos mercados de voos internacionais, domésticos e regionais. Faltou investir em terminais, pátios, pistas e sistemas de aproximação e proteção ao voo.

Entre as hipóteses para superar a crise aeroportuária têm sido mencionadas, segundo o Ipea, a abertura de capital da Infraero; regras para a concessão de aeroportos rentáveis e não rentáveis, com a exigência de investimentos; a ampliação de terminais; e a construção de novos terminais nos aeroportos saturados, por intermédio de Parcerias Público-Privadas.

Sugestões de abertura do capital da Infraero foram feitas, nos últimos meses, com vistas a superar as notórias deficiências de atendimento nos aeroportos por falta de investimentos, como os destinados à construção da terceira pista do Aeroporto de Guarulhos e os necessários para aumentar a segurança do Aeroporto de Congonhas. O ministro Jobim desqualificou essa possibilidade, explicando, com razão, que a Infraero não tem patrimônio nem é detentora de concessões.

Outro estudo, encomendado pelo BNDES à consultoria McKinsey, propõe a transferência, do Ministério da Defesa para o Ministério dos Transportes, da responsabilidade pela aviação civil. Sugere, ainda, transferir da Aeronáutica para uma agência civil o controle do tráfego aéreo. Neste caso, a Infraero seria reestruturada e perderia o monopólio da administração dos aeroportos, que passaria a ser compartilhada com o setor privado.

Segundo a McKinsey, a demanda de transporte aéreo de passageiros quase triplicará até 2030 e existem gargalos críticos em 13 dos 20 principais aeroportos do País. Esses aeroportos precisarão, nos próximos 20 anos, receber investimentos entre R$ 25 bilhões e R$ 34 bilhões, com ênfase em obras nos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Viracopos e Confins e acesso mais rápido aos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Galeão.

O estudo da McKinsey, divulgado pelo Globo, apontou a falta de articulação entre os órgãos do setor, além da falta de planejamento para expandir a capacidade dos aeroportos e acompanhar o crescimento da demanda. Não há, segundo o texto, um marco regulatório para o setor, com as regras sobre os contratos de concessão de aeroportos.

O "apagão aéreo", pano de fundo dos estudos do Ipea e da McKinsey, é conhecido por passageiros que viveram situações dramáticas nos últimos anos e de fato pode comprometer o crescimento do País e afetar acontecimentos como as Copas e os Jogos Olímpicos.

domingo, 6 de junho de 2010

O Brasil de asas podadas

JB :: Leandro Mazzini

O Brasil de asas podadas

Um estudo de 300 páginas entregue ao BNDES pela McKinsey & Company do Brasil, sob encomenda do banco, revela o porquê de o governo apostar em “puxadinhos” a curto prazo para suprir a demanda que vem por aí com a Copa de 2014 e os Jogos de 2016 no Rio. Pelo levantamento, 13 dos 20 principais aeroportos do país apresentam “gargalos nos terminais de passageiros, com consequente redução no nível de serviço prestado aos usuários”.

A maior preocupação está em São Paulo: Congonhas está saturado de slots (autorização para pousos e decolagens), embora tenha brechas. Mas o mais movimentado do Brasil, o de Guarulhos, passou do limite. Tanto no saguão quanto na pista. Não poderá receber mais voos. Isso, num país que registra 10% de crescimento no setor por ano.

Na trave!
O caso de Guarulhos preocupa por um fato recente e correlato, em se tratando de país que sediará a Copa. Na África do Sul, os dois principais terminais do país passaram a operar com mais 240 voos/dia só por causa do evento.

Asa com asa
O estudo critica o sistema de pista e pátio também. Estão todos saturados em sua maioria. E mais aéreas nascem a cada mês, pelo boom do setor.

Brasileiro voa...
São realizadas no país hoje mais de 50 milhões de viagens por ano.

sábado, 5 de junho de 2010

“Infraero sabe fazer bem o seu dever”, afirma Jobim

“Infraero sabe fazer bem o seu dever”, afirma Jobim
01/06/2010

A Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) celebrou ontem (segunda, dia 31), em cerimônia realizada no Clube da Aeronáutica, em Brasília, 37 anos de atividades. Durante a cerimônia, foram homenageados 120 empregados, que receberam placas alusivas aos dez, 20 e 30 anos de serviços prestados à empresa. Na ocasião, Anísio Rodrigues Neto, o funcionário mais antigo da Infraero, com 36 anos de empresa, recebeu a homenagem das mãos do ministro da Defesa, Nelson Jobim. A informação é da Infarero.

Em seu discurso, o ministro Jobim disse que a Infraero tem capacidade e competência para assegurar ao usuário os serviços de infraestrutura aeroportuária. “Eu e o Ministério da Defesa acreditamos que a Infraero sabe fazer bem o seu dever. Acreditamos no futuro desta empresa”, afirmou ele. O ministro disse ainda que a Infraero tem absorvido o crescimento da demanda no País que, em 2009, registrou 128 milhões passageiros. “O que estimula é o desafio, a rotina cansa, por isso, devemos aproveitar o momento estimulante que vivemos.”

O presidente da Infraero, Murilo Marques Barboza, também enfatizou a importância dos empregados neste momento. “Há um trabalho sério sendo desenvolvido pela Infraero. Não tenho dúvidas de que nossos aeroportos estarão à altura de receber o crescimento projetado”, disse o presidente.

Murilo Barboza destacou os esforços externos e internos da empresa para dar celeridade à gestão. Administrativamente, citou a reestruturação da empresa, a equiparação dos salários dos engenheiros com os do mercado, a parceria com a agência responsável pela aviação civil nos estados Unidos para treinar 300 operadores de tráfego aéreo da Infraero, entre outras medidas. “Sabemos que o maior patrimônio da Infraero é o seu conhecimento em administração de aeroportos e que a empresa está à altura das maiores administradoras do setor no mundo”, afirmou em seu discurso.

Durante a cerimônia, foi lançado o livro Aeroportos Brasileiros, uma publicação com fotos dos 31 principais aeroportos brasileiros administrados pela Infraero.

Fonte: Panrotas

Explanation about the study of the independent consults in regard to the Brazilian Civil Aviation.

NOTE – MINISTRY OF DEFENCE

Explanation about the study of the independent consults in regard to the Brazilian Civil Aviation.

The Ministry of Defence has asked to the Brazilian Development Bank (National Bank of Economical and Social Development (BNDES)), the realization of studies in regard to the Brazilian Civil Aviation, with the objective to obtain an independent view of the sector, including a diagnosis and possible recommendations taking into account the international experience.

The instrument used by the BNDES, the Structural Project Fund of the BNDES (FEP), has the aim to contribute to the formulation of public policies and to help the realization of structural investments. Its resources are aimed at financing scientific researches, analyses of projects and viability studies.

As result of this hiring, McKinsey is the conclusion phase of the “Sectoral Study of the Brazilian Air Transport”, which is about to become public as “an independent assessment that brings a diagnostic of the sector, as well as recommendations for the time horizons of 2014, 2020 and 2030”

This report, once formally concluded, will be transferred officially to the Civil Aviation stakeholders, so that they can make their own analyses. And then they can send in their own analyses to the Ministry of Defence.

As it is normal in this type of independent studies, the final report will contain exclusively the content which is of the responsibility of the authors, but not necessarily the opinion of the contractors.

The consulting company had total liberty to express its points of view, and it was not permitted that previous governmental decisions in regard to certain subjects were creating an obstacle for the free conduct of the studies.

For instance for the specific case of Air Traffic Control, the Ministry of Defence had already rejected all actions that aimed at transfering to a civilian entity the work which is currently undertaken with great competence by the Department of the Airspace Control (DECEA) of the Aeronautical Command.

Nevertheless, any eventual recommendations of diverging view to this subject, which could eventually be part of the final report, would be the opinions of the consultants, without any practical effect on the actions undertaken by the Ministry of Defence.

In this way, the Ministry of Defence has no engagement to agree with the diagnosis, or the recommendations on the others points of this document.

But considers it important, for the decision taking process – for the current and for the future Governments – to take note of the different specialist views about the direction the civil aviation is taking, being it in Brazil, as well as in the whole world.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Perto do caos aéreo

Perto do caos aéreo

Por falta de infraestutura, aeroportos rejeitam pousos e decolagens

Acostumados ao desconforto das instalações, à demora na retirada da bagagem e à incerteza quanto ao horário do embarque, os usuários da aviação civil brasileira ficaram sabendo que a situação dos aeroportos é ainda pior do que já tinham percebido. Muito antes do movimento que se espera para a Copa do Mundo de 2014, pelo menos 10 dos principais aeroportos do país são obrigados a recusar pedidos de pouso e decolagem. E o pior é que, apesar das estimativas de que o movimento vai triplicar em 20 anos, não há sinal de que essa situação vai mudar em igual velocidade. Pelo contrário, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), estatal responsável pelos aeroportos, “não alcança a multiplicidade de obras necessárias para acompanhar o crescimento da demanda, o que é agravado pela forte pressão política por investimentos, acarretando dispersão de recursos”. É o que conclui estudo divulgado segunda-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal.

Segundo o Ipea, dos 19 pedidos de pouso e decolagem por hora, nos períodos de pico, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, só 16 conseguem autorização. Na Pampulha, a situação é parecida, embora em menor escala, pois só se efetivam cinco movimentações para cada oito solicitadas. Os dados examinados pelo Ipea identificam situações ainda piores. Dos 65 pedidos feitos a cada hora no Aeroporto Internacional Franco Montoro, em Guarulhos (Grande São Paulo), somente 53 são atendidos. Em Congonhas, também em São Paulo, das 34 solicitações, somente 24 são aceitas. O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, de Brasília, vive situação semelhante, com limitação de 36 movimentações para os 45 pedidos registrados a cada hora. No Rio, o problema é no Santos Dumont, que só atende 15 de cada 18 pedidos. Também não são boas as condições em Manaus, Porto Alegre, Curitiba e Natal. O estudo do Ipea confirma que a demanda reprimida dos principais aeroportos brasileiros resultam em transtorno para os passageiros. São deficiências que contribuem para o aumento do número de cancelamento e atrasos de voos.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, contesta os dados do Ipea quanto à capacidade operacional dos aeroportos. Mas essa discussão não resolve os problemas dos usuários. Enquanto isso, não faltam advertências de especialistas, como a do estudo preparado pela consultoria internacional McKinsey, sob encomenda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Exceto pela desmilitarização do controle do tráfego aéreo e pela transferência da governança da aviação civil para o Ministério dos Transportes, sugeridas pela McKinsey, a maioria das proposições é convergente, incluindo as do Ipea. Sugerem a abertura do capital da Infraero, tornando-a uma sociedade anônima; a concessão dos terminais com lotes de aeroportos rentáveis e não rentáveis; concessões específicas para os primeiro, com definição clara sobre a fonte de recursos; construção de novos terminais mediante a parceria público-privada (PPP); e construção de novos aeroportos pela iniciativa privada. Só não há convergência nas ações do governo que, até agora, tem se limitado a encomendar relatórios.

Desmilitarização vai ficar para o próximo governo

Desmilitarização vai ficar para o próximo governo

A passagem do controle da aviação civil do Ministério da Defesa para o do Ministério dos Transportes é um assunto que, no governo Lula, ficará apenas nos estudos.

A decisão sobre a chamada "desmilitarização" do setor aéreo, recomendada pelos especiaListas que avaliaram os problemas do caos aeroportuário deflagrado em setembro de 2006 pelo acidente da Gol, ficará para o próximo governo.

O governo Lula tem em mão - como revelou reportagem do "Estado" de segunda-feira retrasada - um relatório da consultaria McKinsey sobre a situação dos aeroportos no País inteiro.

Além da radiografia sobre a infraestrutura aeroportuária, encomendada pelo Banco NacionaL de DesenvoLvimento Econômico e Social (BNDES), a consultoria traçou cenários sobre a melhor forma de administrar e fazer o controle de segurança da aviação civil.

No caso da administração, a McKinsey diz que o negócio aéreo civil deve ficar sob a alçada do Ministério dos Transportes. E que a segurança deve separar o controle militar, que continuaria sob o comando da Força Aérea Brasileira (FAB), do controle das aeronaves civis que ficaria a cargo de um órgão também civil. As duas propostas são consideradas ideais por grande parte do governo, mas "descartadas".

Ontem, em nota oficial, o Ministério da Defesa disse que o trabalho da McKinsey produziu uma "visão independente sobre o setor", que traz um “diagnóstico da (aviação) e recomendações para os horizontes de 2014, 2020 e 2030".

Por causa da Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, o governo vai usar o estudo da consultoria para dimensionar os investimentos.

Radar pode ter enganado pilotos do voo 447, dizem especialistas

Radar pode ter enganado pilotos do voo 447, dizem especialistas

Reportagem do Fantástico mostrou a opinião de grupo de experts. Eles analisaram investigações da queda do Airbus A 330, há um ano.

Do G1, com informações do Fantástico

Reportagem exibida no "Fantástico" deste domingo (29) mostrou a opinião de alguns especialistas de renome que analisaram o acidente do voo 447 da Air France, ocorrido há quase um ano.

Para eles, o radar do Airbus A330 pode ter levado os pilotos ao erro de entrar em uma tempestade gigantesca como a registrada naquela noite. "Nenhum piloto faria isso, a não ser por engano", disse John Cox, comandante e especialista em segurança de voo.

Jornalistas registram imagens dos primeiros destroços e objetos do Airbus
A330 recuperadas do mar, no Recife, em 12 de junho de 2009.

O acidente até hoje não tem uma explicação definitiva. O avião partiu do Rio de Janeiro na noite de 31 de maio de 2009 rumo a Paris. Sumiu de madrugada, quando sobrevoava o mar. No dia 6 de junho, destroços foram encontrados no Oceano Atlântico. Entre passageiros e tripulação, os mortos chegaram a 228, 59 deles, brasileiros. Equipes de resgate não recuperaram nenhuma das caixas pretas do avião perdidas no fundo do mar, única maneira de ter certeza sobre o que aconteceu.

Um grupo formado por alguns dos maiores especialistas em aviação civil do mundo reuniu as informações disponíveis e apresentou os resultados de uma investigação independente.

O radar do Airbus A330 pode ter levado os pilotos ao erro de entrar em uma tempestade gigantesca.Na opinião dos especialistas, os pilotos franceses foram enganados pelo radar. O voo 447 estava de frente para uma gigantesca tempestade tropical de 400 km de largura, mas o radar do Airbus foi bloqueado por uma tempestade menor e os pilotos foram incapazes de enxergar a ameaça que estava por trás. Diversos vôos naquela noite desviaram da tempestade: o 447 fez apenas uma pequena correção de rota. Na frente das nuvens gigantes aparecia uma tempestade pequena.

Participaram das investigações o inglês Tony Cable, veterano nas investigações como a da queda do concorde em Paris e o atentado que derrubou um jumbo da Panair sobre a Escócia; e John Cox, comandante americano especialista em segurança de voo.

Tubos congelados

Às 2h11 da madrugada do acidente, uma mensagem acusou falha geral nos tubos Pitot do Airbus, o que significa que o computador de bordo perdeu seu principal parâmetro, a medição de velocidade.

Tubos Pitot são uma espécie de velocímetro dos aviões. Por garantia, cada avião tem três tubos Pitot. No voo 447, os três falharam.

Para a equipe de investigadores, uma anomalia climática pode ter parado os tubos: a sobrefusão da água, que é quando a temperatura da água é baixa o suficiente para se transformar em gelo mas permanece liquida.

As análises indicam que os tubos Pitot foram atingidos por água em sobrefusão dentro das nuvens e pararam de funcionar. Desde 2003, em 36 ocasiões o fenômeno aconteceu com aviões AirBus. Em 2007, a fabricante recomendou as trocas dos tubos. A Air France estava prestes a substituir o equipamento daquela aeronave.

Diante da emergência, o computador de bordo desligou o piloto automático e os pilotos se viram obrigados a assumir o controle. Um problema: sem os tubos Pitot, eles não sabiam a que velocidade estavam viajando e o que deveriam fazer para que ela fosse suficiente para sustentar o voo.

Em simuladores de voo, os especialistas reproduziram as falhas e, com muita dificuldade, conseguiram manter velocidade e evitar a queda mesmo com a quebra dos três tubos Pitot.

"Mesmo em queda livre seria possível retomar avião, mas seria preciso habilidade de pilotos militares", na opinião de John Cox.

Homenagem e indenizações

Um grupo de familiares das vítimas do voo 447 embarcou no domingo (30) do Rio de Janeiro para Paris. Na terça-feira, os parentes participam de uma homenagem às 228 pessoas que estavam no avião da Air France.

Como esquecer a tragédia e recomeçar a vida? Neste momento, ainda é impossível, dizem os familiares. “Estou tentando preparar a minha filha, tentando preparar a minha família porque ele não vai voltar", diz Lenita, que perdeu o marido.

"O luto das pessoas simplesmente não fecha enquanto não se descobrir o que houve", comenta a irmã de Adriana, Maarteen Van Sluys.

Em março, a Justiça do Rio de Janeiro condenou a Air France a pagar indenização de R$ 2,4 milhões à família de uma das vítimas. A empresa recorreu da decisão.

A maioria das famílias brasileiras entrou com pedidos de indenização nos Estados Unidos.
As ações são contra a Air France e contra 19 fabricantes americanos de peças e de equipamentos usados no avião que caiu no mar.

"É mais rápido e muito mais justo. Porque lá se trata a vida realmente no seu devido valor", compara Nelson Faria Marinho.

"O principal é sabermos da verdade. Amanhã qualquer um de nós pode estar em um avião desses".De Paris, Nelson Marinho Filho, aos 40 anos, iria para Angola, trabalhar em uma plataforma de petróleo como mecânico. Em homenagem a ele, o irmão fez um poema.

“O principal é sabermos da verdade. Amanhã qualquer um de nós pode estar em um avião desses", diz Nelson Faria Marinho.

De Miami, pela internet, falamos com o advogado americano contratado por parentes das vítimas. Ele não quis revelar o valor das indenizações mas disse que o julgamento dos pedidos deve começar em no máximo nove meses.

Em nota, a assessoria da Air France no Brasil diz que a empresa presta assistência psicológica, mediante avaliações periódicas, que indenizou algumas famílias no Brasil e que segue empenhada para acelerar as indenizações.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Esclarecimento sobre estudos de consultoria independente relativos à Aviação Civil brasileira

NOTA - MINISTÉRIO DA DEFESA

Esclarecimento sobre estudos de consultoria independente relativos à Aviação Civil brasileira

O Ministério da Defesa solicitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a realização de estudos relativos à Aviação Civil Brasileira, com o objetivo de obter uma visão independente sobre o setor, com diagnósticos e eventuais recomendações, à luz da experiência internacional.

Com base nessa solicitação, o BNDES realizou a Chamada Pública BNDES/FEP nº 03/2008, pela qual foi selecionada a empresa de consultoria McKinsey & Company do Brasil.
O Instrumento utilizado pelo BNDES, o Fundo de Estruturação de Projetos do BNDES (FEP), tem a finalidade de contribuir para a formulação de políticas públicas e fomentar a realização de investimentos estruturantes. Seus recursos destinam-se ao custeio de pesquisas científicas, prospecção de projetos e estudos de viabilidade.

Como resultado da contratação, a McKinsey está em fase de conclusão do “Estudo do Setor de Transporte Aéreo do Brasil”, a ser tornado público em breve, com “avaliação independente que traz diagnósticos do setor e recomendações para os horizontes de 2014, 2020 e 2030”.

O relatório, quando formalmente concluído, será oficialmente encaminhado aos órgãos da Aviação Civil, para que eles façam suas próprias análises e enviem suas avaliações ao Ministério da Defesa.

Como praxe nesse tipo de estudo independente, no relatório final constará que o conteúdo da publicação é de exclusiva responsabilidade dos autores, não refletindo, necessariamente a opinião dos contratantes.

A empresa de consultoria teve total liberdade para expressar seus pontos de vista, e não se permitiu que eventuais decisões prévias de governo sobre determinados temas se constituíssem em empecilho ao livre andamento dos estudos.

No caso específico do controle do tráfego aéreo, por exemplo, já estava descartada pelo Ministério da Defesa qualquer ação com o objetivo de transferir a uma entidade civil o trabalho atualmente efetuado com grande competência pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica.

Portanto, eventuais recomendações divergentes relativas a esse tema que eventualmente estejam contidas no relatório final, serão opiniões da consultoria, sem consequência prática sobre as ações do Ministério da Defesa.

Da mesma forma, o Ministério da Defesa não tem qualquer compromisso de concordância com os diagnósticos ou recomendações relativos aos demais pontos do documento.
Mas considera importante para a tomada de decisões - pelo atual e pelos futuros governos- conhecer as diferentes visões dos especialistas sobre os rumos da aviação civil, no Brasil e no mundo.

Jobim critica estudo do Ipea sobre aeroportos

02/06/2010 - 14h08

Jobim critica estudo do Ipea sobre aeroportos

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou o estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o desempenho dos principais aeroportos do país, divulgado nesta semana. De acordo com o levantamento, os principais aeroportos do país não têm capacidade para atender à demanda de pousos e decolagens.

Durante a divulgação do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro apontou falhas nas análises do Instituto. Segundo Jobim, os dados apresentados estão desatualizados e com informações incorretas.

Além de questionar os dados sobre a alta carga tributária do setor, o ministro criticou a estimativa de investimentos da Infraero. O estudo mostra que a estatal investiu R$ 3 bilhões no período de 2000 a 2007, número contestado pelo ministro. Segundo ele, os investimentos somaram quase R$ 4,7 bilhões. "O Ipea mentiu em R$ 1,7 bilhão", disse.

Para Jobim, o Ipea falhou ao não ouvir os diferentes segmentos da aviação civil brasileira ao realizar o estudo. Ele chegou a questionar o período de análise considerado pelo Instituto, que engloba o tempo em que um pesquisador do Ipea ocupou um cargo de diretor na Anac.

Jobim ressaltou ainda que o governo não está preparado para iniciar o processo de abertura de capital da Infraero. Segundo o ministro, é necessária uma reestruturação da empresa para que ela passe a ter capital próprio. "Precisamos adaptá-la a um modelo empresarial. Por enquanto, a Infraero é apenas uma gestora (dos aeroportos) e não tem capital", explicou.

Também não está nos planos do governo a adoção de um novo modelo de concessão para os aeroportos. Segundo o ministro, será feita apenas a concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.