domingo, 22 de março de 2009

Discussões e comentários

Discussões e Comentários

Discussão do 20.03.2009 com “anonymous” – anônimo (nos comentários do blog).
O sitio ATCBRASIL permite comentar os artigos. Isto iniciou uma discussão bem interessante com “o Senhor anônimo” – que se identifica como controlador militar nas respostas. Ele comentou varias coisas bem interessantes. Decidimos publicar o comentário dele por que todo mundo possa ler e comentar – se quiser......
ATC Brasil


Caro ATC Brasil, em primeiro lugar obrigado pelo espaço franqueado.

Dando sequência. Quando, ostensivamente, classificamos e dividimos o grupo de Controladores de Tráfego Aéreo Brasileiros em OMISSOS e NÃO-OMISSOS, temos uma explicação simplória para tal.

De um universo de aproximadamente 3.000 (três mil pessoas) lotados nos quadros da atividade, entre civis, e, na maioria militares. Vemos que somente 10% deste total (300 ATCO’s) foram declarados como Membros Filiados a IFATCA.

Some-se a esta triste constatação ao que ficamos sabendo todos os dias. As mazelas ocorridas no âmbito dos órgãos de controle. Ficamos pasmos com o REDUZIDO tempo para a formação de jovens controladores. Ficamos estupefatos com a qualidade da instrução ministrada durante o processo. Somos sabedores do aumento abrupto de REPORTES DE INCIDENTES. Sabemos que diversas situações de perigo estão sendo ofertadas aos aeronautas.

Temos ciência da implantação da ICA – 100-25 (Instrução do Comando da Aeronáutica) que visa ‘ocupar’ (para que não estude assuntos outros, que não os do mundo ATC), sobrecarregar em caráter de ‘complementariedade técnica’ e dos afazeres militares (REVANCHISMO). Perfazendo um absurdo em termos de qualidade, pois só há quantidade e instrução ‘pro-forma’ (a famosa ‘operação tira da reta’).

Somos conhecedores da figura do ‘ASSÉDIO MORAL’ praticado ostensivamente por oficiais do Comando da Aeronáutica (em especial dentro dos CINDACTA’s). Sabemos dos planos de substituição e afastamento dos mais antigos e conscientes tecnicamente. Sabemos da quantidade de dinheiro público que está sendo empregado pelo DECEA para ‘embelezar’ os órgãos. E, também para formar centenas de controladores militares (em sua maioria).

É fato que os gestores militares usam os períodos de engajamento e reengajamento, para coagir e fazer valer regras da doutrina militar (hierarquia e disciplina) sobrepondo ao pactuado junto a OACI. Explica-se.

Controladores que trabalham com excesso de aviões, controladores que não seguem itens de verificação dos Modelos Operacionais de seus órgãos (uma espécie de M.E.L – Minimum Equipament List) e quando encontram discrepâncias não trabalham em conformidade com a DEGRADAÇÃO encontrada.

Controladores que desconhecem os fundamentos da operação radar, da separação radar, das técnicas de vetoração. O mais grave a nosso ver é a inibição, ou melhor, a NEGAÇÃO ao preenchimento de próprio punho dos Relatórios de Prevenção (antigos relatórios de perigo). Esta última barbaridade vem ocorrendo no CINDACTA 1.

Quando algum controlador, mais consciente e técnico faz sucessivos reportes, ele é encaminhado para acompanhamento de um psicólogo MILITAR. Com uma verdadeira subversão da ordem posta, quem quer trazer a tona os problemas é tratado como PROBLEMÁTICO, DIFERENTE. Pois, os outros controladores, com MEDO ou simplesmente cansados de ‘dar murro em ponta de faca’, abandonam uma postura correta de RELATAR para PREVINIR.

Ignoram-se os PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA SIPAER. Todos decorrentes de acordos internacionais pactuados junto a OACI – Anexo 13 (ICAO) e aos seus membros. Desconhecemos o que é ‘JUST CULTURE’.

E tudo isto é feito de modo velado. Onde os infames gestores militares ‘FAZEM e ACONTECEM’.

Está tudo na cara de todos nós. Pilotos (usuários do sistema) e controladores de tráfego aéreo.

Antes de finalizar meus escritos de justificação, nobre ATC BRASIL, tenho a dizer-te que:

1- Tenho o maior respeito por todos os membros da Federação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (FEBRACTA) e não os crivei em minhas palavras;

2- Respeito igualitário aos membros e diretores da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA – Brasília). Pelo trabalho desenvolvido e por servir de modelo a outras associações congêneres. Hoje, só a ABCTA, representa o maior quantitativo de controladores afiliados pagantes e mantenedores do grupo associativo em todo o Brasil.

3- Meus comentários congregam os pensamentos de um grupo pequeno de controladores. Os que ladeiam a verdade. Aqueles a quem chamo, costumeiramente, de pertencentes a ‘modalidade NÃO-OMISSA’. Fato este que tem explicação.

OMISSO é aquele que NÃO VÊ, NÃO FALA E NÃO OUVE. Mas SABE. É aquele que, sabedor dos problemas NADA FAZ. É aquele que aceita a INGERÊNCIA MILITAR na seara técnica (deixando prevalecer à primeira em detrimento da segunda). É aquele que cumpre as ORDENS MILITARES, acreditando que o fiel cumprimento irá livrá-lo das sanções CIVIS, PENAIS e ADMINISTRATIVAS (MILITARES). Leia e veja a incidência nos pobre coitados, arrolados na pendenga judicial do caso GOL 1907. Só tem SARGENTO envolvido, exposto, SACRIFICADO.


Ora, meu caro ATC Brasil, que fique claro, a aspereza das palavras que depositamos está direcionada aos covardes gestores e não aos nobres colegas NÃO-OMISSOS.


Há controladores calados, surdos e mudos em todos os órgãos de controle. Há controladores preocupados em viajar e auferir DIÁRIAS e AJUDAS DE CUSTO. Há controladores, acreditando que estão ‘FAZENDO A SUA PARTE’. Trabalhando sob o signo das ‘DIFERENÇAS’ assinaladas na regulamentação brasileira, que tem por base o pactuado internacionalmente. Disfarce genuíno. ‘Made in Brazil’.


Há controladores que NÃO se pronunciam (falo dos que podem se pronunciar abertamente). Pois, sabemos das conseqüências estatutárias aos militares que tentaram e tentam fazê-lo.


Não entendemos como tantos controladores OMISSOS não entendem a sua FORÇA.
Força esta que não deve existir ou agir pela ILEGALIDADE. E, sim pelos feitos corretos, demarcados por Associações ATUANTES e sinalizadas pela LEGALIDADE e pela LEGITIMIDADE.


ASSOCIAÇÃO NÃO É SINDICATO.


OMISSOS são todos aqueles que não escrevem, não ‘falam’, não discutem em fóruns legítimos (BLOGS como o seu e outros poucos) os assuntos técnicos, que a todos nós preocupam. A prova cabal é o baixo índice de participação dos controladores nos blogs nacionais do nosso mundo ATC. É a baixa participação como membros associados as entidades legalmente e constitucionalmente concebidas. A base legal está na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 5º, incisos XVII, XVIII e XIX:


“É PLENA A LIBERDADE DE ASSOCIAR-SE PARA FINS LÍCITOS, A CRIAÇÃO DE ASSOCIAÇÃO INDEPENDE DE AUTORIZAÇÃO DO ESTADO, PROIBIDA A INTERFERÊNCIA DESTE EM SEU FUNCIONAMENTO. AS ASSOCIAÇÕES SÓ PODERÃO SER COMPULSORIAMENTE DISSOLVIDAS POR DECISÃO JUDICIAL”.


Assim, como visto, é perfeitamente permitida à criação de associações por militares, bem como associar-se, independente de autorização do Estado ou de suas forças armadas.


Então, meu caro ATC Brasil, é por demais verdadeiro que hoje, nós os Controladores de Tráfego Aéreo, brasileiros nos dividimos em OMISSOS e NÃO-OMISSOS.


Para seu saber. Sei que há um baixo senso técnico e desconhecimento galopante da atividade exercida nas salas de controle brasileiras (comparado ao que se desenvolve em outros países signatários da OACI). Não há interesse. Só se pensa em estudar. Para outros setores do ramo público, através dos concursos públicos que remuneram melhor.


Os que ficam são: Pessoas que estão tentando sair. Os que em breve serão aposentados (recontratados ou não). E os medíocres que nada fazem para mudar o atual cenário e contentam-se com as migalhas dadas com a exploração de mão-de-obra (que deveria ser mais qualificada, apesar de exclusiva e rara).


Em média, um controlador militar (3º sargento a maioria) recebe cerca de R$ 2.000,00 (dois mil reais), mais ou menos U$ 900,00 (novecentos dólares) por mês.


Por derradeiro, informo-vos que SOU CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO, formação militar, com muitos anos de atividade, e estou me valendo do anonimato para trazer a verdade facilmente comprovada no dia-a-dia dos órgãos. O anonimato que é o meu manto. Protege da covardia ora praticada. Sinto me perseguido e injustiçado.

É assim que um ‘profissional’ (?), controlador de tráfego aéreo, deve se sentir? É assim que deve atuar em nome da SEGURANÇA, FLUIDEZ e REGULARIDADE?


Saiba, NÃO sou leviano e nem OMISSO. Cumpro meu DEVER para com o BRASIL e o ATC.


Um forte abraço e não me interprete mal. Obrigado, ATC Brasil.
March 20, 2009 5:15 PM

ATCBrasil said...
Interessante falar de CTAs "OMISSOS". Segundo o dicionário omisso significa: omitted/negligent or absent (ausente, não se manifestando).

Acho é isto o sentido que nosso amigo "Anonymous" quer dar falando de omissos?

Ele tem o merito iniciar uma discussão bem util e também interessante. Por isto foi decidido colocar os 2 artigos que ele "colou" dentro do seu comentário nas páginas principais do "BLOG".

Só peço mais cautela nos comentários e na liguagem empregada. Acho os ataques contra FEBRACTA e os outros representantes dos CTAs brasileiros como "inapropriado" e demasiado violento. Se fosse verdade, porque não assinar com seu proprio nome em vez de se esconder no "omisso"?

ATC BRASIL

March 14, 2009 4:47 AM


Anonymous said...
Caro ATC Brasil, em primeiro lugar obrigado pelo espaço franqueado.

Dando sequência. Quando, ostensivamente, classificamos e dividimos o grupo de Controladores de Tráfego Aéreo Brasileiros em OMISSOS e NÃO-OMISSOS, temos uma explicação simplória para tal.

De um universo de aproximadamente 3.000 (três mil pessoas) lotados nos quadros da atividade, entre civis, e, na maioria militares. Vemos que somente 10% deste total (300 ATCO’s) foram declarados como Membros Filiados a IFATCA.

Some-se a esta triste constatação ao que ficamos sabendo todos os dias. As mazelas ocorridas no âmbito dos órgãos de controle. Ficamos pasmos com o REDUZIDO tempo para a formação de jovens controladores. Ficamos estupefatos com a qualidade da instrução ministrada durante o processo. Somos sabedores do aumento abrupto de REPORTES DE INCIDENTES. Sabemos que diversas situações de perigo estão sendo ofertadas aos aeronautas.

Temos ciência da implantação da ICA – 100-25 (Instrução do Comando da Aeronáutica) que visa ‘ocupar’ (para que não estude assuntos outros, que não os do mundo ATC), sobrecarregar em caráter de ‘complementariedade técnica’ e dos afazeres militares (REVANCHISMO). Perfazendo um absurdo em termos de qualidade, pois só há quantidade e instrução ‘pro-forma’ (a famosa ‘operação tira da reta’).

Somos conhecedores da figura do ‘ASSÉDIO MORAL’ praticado ostensivamente por oficiais do Comando da Aeronáutica (em especial dentro dos CINDACTA’s). Sabemos dos planos de substituição e afastamento dos mais antigos e conscientes tecnicamente. Sabemos da quantidade de dinheiro público que está sendo empregado pelo DECEA para ‘embelezar’ os órgãos. E, também para formar centenas de controladores militares (em sua maioria).

É fato que os gestores militares usam os períodos de engajamento e reengajamento, para coagir e fazer valer regras da doutrina militar (hierarquia e disciplina) sobrepondo ao pactuado junto a OACI. Explica-se.

Controladores que trabalham com excesso de aviões, controladores que não seguem itens de verificação dos Modelos Operacionais de seus órgãos (uma espécie de M.E.L – Minimum Equipament List) e quando encontram discrepâncias não trabalham em conformidade com a DEGRADAÇÃO encontrada.

Controladores que desconhecem os fundamentos da operação radar, da separação radar, das técnicas de vetoração. O mais grave a nosso ver é a inibição, ou melhor, a NEGAÇÃO ao preenchimento de próprio punho dos Relatórios de Prevenção (antigos relatórios de perigo). Esta última barbaridade vem ocorrendo no CINDACTA 1.

Quando algum controlador, mais consciente e técnico faz sucessivos reportes, ele é encaminhado para acompanhamento de um psicólogo MILITAR. Com uma verdadeira subversão da ordem posta, quem quer trazer a tona os problemas é tratado como PROBLEMÁTICO, DIFERENTE. Pois, os outros controladores, com MEDO ou simplesmente cansados de ‘dar murro em ponta de faca’, abandonam uma postura correta de RELATAR para PREVINIR.

Ignoram-se os PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA SIPAER. Todos decorrentes de acordos internacionais pactuados junto a OACI – Anexo 13 (ICAO) e aos seus membros. Desconhecemos o que é ‘JUST CULTURE’.

E tudo isto é feito de modo velado. Onde os infames gestores militares ‘FAZEM e ACONTECEM’.

Está tudo na cara de todos nós. Pilotos (usuários do sistema) e controladores de tráfego aéreo.

Antes de finalizar meus escritos de justificação, nobre ATC BRASIL, tenho a dizer-te que:

1- Tenho o maior respeito por todos os membros da Federação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (FEBRACTA) e não os crivei em minhas palavras;

2- Respeito igualitário aos membros e diretores da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA – Brasília). Pelo trabalho desenvolvido e por servir de modelo a outras associações congêneres. Hoje, só a ABCTA, representa o maior quantitativo de controladores afiliados pagantes e mantenedores do grupo associativo em todo o Brasil.

3- Meus comentários congregam os pensamentos de um grupo pequeno de controladores. Os que ladeiam a verdade. Aqueles a quem chamo, costumeiramente, de pertencentes a ‘modalidade NÃO-OMISSA’. Fato este que tem explicação.

OMISSO é aquele que NÃO VÊ, NÃO FALA E NÃO OUVE. Mas SABE. É aquele que, sabedor dos problemas NADA FAZ. É aquele que aceita a INGERÊNCIA MILITAR na seara técnica (deixando prevalecer à primeira em detrimento da segunda). É aquele que cumpre as ORDENS MILITARES, acreditando que o fiel cumprimento irá livrá-lo das sanções CIVIS, PENAIS e ADMINISTRATIVAS (MILITARES). Leia e veja a incidência nos pobre coitados, arrolados na pendenga judicial do caso GOL 1907. Só tem SARGENTO envolvido, exposto, SACRIFICADO.


Ora, meu caro ATC Brasil, que fique claro, a aspereza das palavras que depositamos está direcionada aos covardes gestores e não aos nobres colegas NÃO-OMISSOS.


Há controladores calados, surdos e mudos em todos os órgãos de controle. Há controladores preocupados em viajar e auferir DIÁRIAS e AJUDAS DE CUSTO. Há controladores, acreditando que estão ‘FAZENDO A SUA PARTE’. Trabalhando sob o signo das ‘DIFERENÇAS’ assinaladas na regulamentação brasileira, que tem por base o pactuado internacionalmente. Disfarce genuíno. ‘Made in Brazil’.


Há controladores que NÃO se pronunciam (falo dos que podem se pronunciar abertamente). Pois, sabemos das conseqüências estatutárias aos militares que tentaram e tentam fazê-lo.


Não entendemos como tantos controladores OMISSOS não entendem a sua FORÇA.
Força esta que não deve existir ou agir pela ILEGALIDADE. E, sim pelos feitos corretos, demarcados por Associações ATUANTES e sinalizadas pela LEGALIDADE e pela LEGITIMIDADE.


ASSOCIAÇÃO NÃO É SINDICATO.


OMISSOS são todos aqueles que não escrevem, não ‘falam’, não discutem em fóruns legítimos (BLOGS como o seu e outros poucos) os assuntos técnicos, que a todos nós preocupam. A prova cabal é o baixo índice de participação dos controladores nos blogs nacionais do nosso mundo ATC. É a baixa participação como membros associados as entidades legalmente e constitucionalmente concebidas. A base legal está na Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, em seu artigo 5º, incisos XVII, XVIII e XIX:


“É PLENA A LIBERDADE DE ASSOCIAR-SE PARA FINS LÍCITOS, A CRIAÇÃO DE ASSOCIAÇÃO INDEPENDE DE AUTORIZAÇÃO DO ESTADO, PROIBIDA A INTERFERÊNCIA DESTE EM SEU FUNCIONAMENTO. AS ASSOCIAÇÕES SÓ PODERÃO SER COMPULSORIAMENTE DISSOLVIDAS POR DECISÃO JUDICIAL”.


Assim, como visto, é perfeitamente permitida à criação de associações por militares, bem como associar-se, independente de autorização do Estado ou de suas forças armadas.


Então, meu caro ATC Brasil, é por demais verdadeiro que hoje, nós os Controladores de Tráfego Aéreo, brasileiros nos dividimos em OMISSOS e NÃO-OMISSOS.


Para seu saber. Sei que há um baixo senso técnico e desconhecimento galopante da atividade exercida nas salas de controle brasileiras (comparado ao que se desenvolve em outros países signatários da OACI). Não há interesse. Só se pensa em estudar. Para outros setores do ramo público, através dos concursos públicos que remuneram melhor.


Os que ficam são: Pessoas que estão tentando sair. Os que em breve serão aposentados (recontratados ou não). E os medíocres que nada fazem para mudar o atual cenário e contentam-se com as migalhas dadas com a exploração de mão-de-obra (que deveria ser mais qualificada, apesar de exclusiva e rara).


Em média, um controlador militar (3º sargento a maioria) recebe cerca de R$ 2.000,00 (dois mil reais), mais ou menos U$ 900,00 (novecentos dólares) por mês.


Por derradeiro, informo-vos que SOU CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO, formação militar, com muitos anos de atividade, e estou me valendo do anonimato para trazer a verdade facilmente comprovada no dia-a-dia dos órgãos. O anonimato que é o meu manto. Protege da covardia ora praticada. Sinto me perseguido e injustiçado.

É assim que um ‘profissional’ (?), controlador de tráfego aéreo, deve se sentir? É assim que deve atuar em nome da SEGURANÇA, FLUIDEZ e REGULARIDADE?


Saiba, NÃO sou leviano e nem OMISSO. Cumpro meu DEVER para com o BRASIL e o ATC.


Um forte abraço e não me interprete mal. Obrigado, ATC Brasil.

March 20, 2009 5:15 PM

2 comentários:

Anônimo disse...

Sobre os comentários da FAB e da Aeronáutica:

Com efeito, na 36ª Sessão da Assembléia Geral da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), ocorrida em setembro de 2007, especialistas em aviação de vários países debateram a conveniência e as vantagens do sistema de controle compartilhado. “A cooperação civil/militar é princípio chave para a modificação de qualquer questão relacionada ao gerenciamento de tráfego aéreo”, destaca um dos documentos (Agenda 32) gerados nesse encontro;

Resposta: Sim, foi discutida. A opção brasileira (em usar controladores militares por controlar tráfego civil segunda as regras da OACI é sem duvida NAO a opção preferida de 99% dos paises da OACI presentes....

O Sistema de Controle do Espaço Aéreo do Brasil é um patrimônio avaliado em mais de R$ 6 bilhões, construído ao longo de quatro décadas e que responde por uma área de atuação quase três vezes superior à dimensão territorial do próprio país. São cerca de 6 mil equipamentos –entre radares, sistema de telecomunicações, auxílio à navegação aérea e meteorologia, entre outros- , muitos dos quais em duplicidade, funcionando 365 dias no ano, 24 horas por dia, com uma disponibilidade diária de 98% dessa estrutura;

Comentário: SIM, se diz NADA ao respeito da QUALIDADE e a Segurança. Muito dinheiro investido não compra segurança e qualidade...

No tocante à carência de controladores, assunto presente no noticiário, é importante esclarecer que foram realizados concursos nos últimos dois anos, para civis e militares, incluindo carreiras técnicas do sistema, o que resultou na formação e acréscimo, até o final do ano passado, de mais 600 profissionais capacitados para o controle de tráfego aéreo. Além disso, foram formados 25 oficiais controladores em 2007 e há a previsão de mais 50 para este ano. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) planeja chegar a 2010 com quatro mil controladores, mil profissionais a mais do que há hoje, para suprir a demanda esperada de crescimento do tráfego aéreo no país;

Resposta: Ter mais controladores não quer dizer problema resolvido..... Tudo indica que também tem um problema na qualidade da formação. O que foi feito lá por aprimorar?

Em relação à formação profissional, as turmas de controladores de tráfego aéreo formadas em um ano receberam instrução concentrada no conteúdo técnico da profissão, a fim de preservar a qualidade de conhecimento técnico previsto na grade curricular de ensino;

Resposta: E impossivel formar um CTA competente e “seguro” dentro de uma ano só. Missão impossivel!


Tratar a questão sobre o futuro do tráfego aéreo no país, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, é de vital importância para o futuro da aviação brasileira. Voar no país é seguro, as ferramentas de depuração do sistema estão em funcionamento e todas as ações implementadas estão em concordância com as normas internacionais de segurança.

COMENTARIO : Sim, esta "informação" (ou desinformação?) do “CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA” é certamente DESVINCULADO de todas interesses particulares. Todo mundo que leu este texto ficou bem, bem convencido disto..........

Anônimo disse...

Caro ATC-Brasil,

não foi falado nada contra a FEBRACTA, mas sim contra os gestores do ATC. Até os controladores omissos foram poupados...
De resto, há muita lucidez expressa no texto.

Abraço.