sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Aeronáutica: controle de tráfego aéreo brasileiro não apresenta “risco claro”

Aeronáutica: controle de tráfego aéreo brasileiro não apresenta “risco claro”

O Globo

RIO - Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) informa que o sistema de controle do tráfego aéreo brasileiro não representa um "risco claro" e diretamente ligado à colisão entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, em setembro de 2006, em Mato Grosso, que matou 154 pessoas.

Segundo a nota, "as funcionalidades do software X-4000 são usadas no país desde os anos 80, oriundas ainda da versão francesa que serviu ao Brasil. Os controladores de tráfego aéreo não só são treinados para utilizar o X-4000, como participam diretamente da modernização desse programa, haja vista serem os operadores finais do produto."Na quarta-feira, a Federação
Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca) criticou a Aeronáutica brasileira por se omitir na melhoria do sistema computadorizado utilizado para monitorar voos no país.

Segundo a nota do CECOMSAER, o Tribunal de Contas da União, "avaliou as funcionalidades do Programa X-4000, e esclareceu, em acórdão:"não há como afirmar que tal sistema não é seguro para a prestação do serviço de controle de tráfego aéreo.”

Ainda segundo a nota, "dentre as 60 Recomendações de Segurança de Vôo formuladas por ocasião desse acidente, todas disponíveis no Relatório”

Final, metade foram destinadas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA)."
A nota conclui: "Portanto, o Comando da Aeronáutica entende que a investigação desse acidente foi oportuna para apresentar ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) recomendações que visam, justamente, aperfeiçoar o Sistema de Controle do Tráfego Aéreo Brasileiro."

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