quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Familiares de vitimas de vôo 1907 participam de reunião no CENIPA

Familiares de vítimas do vôo 1907 participam de reunião no CENIPA

Familiares das vítimas do acidente com o vôo 1907 participaram hoje (09/08), em Brasília, de uma reunião com o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), Brigadeiro-do-Ar Jorge Kersul Filho, e o presidente da Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico, Coronel Rufino Antonio da Silva Ferreira, para a atualização de dados da investigação técnica.

A investigação realizada pela Aeronáutica é conduzida em concordância com o Anexo 13 da Convenção de Chicago, da qual o Brasil é signatário como membro da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). Trata-se da coleta e análise das informações referentes a um acidente aeronáutico, cujas conclusões visam identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência, com o único objetivo de formular recomendações para a segurança de vôo e de promover a prevenção.

No encontro, os familiares viram trechos da reconstituição do acidente, preparada em computador por técnicos do CENIPA a partir dos registros de dados e de voz da caixa-preta das aeronaves envolvidas no acidente. Também receberam informações sobre os trabalhos realizados até o momento pela Comissão, mas as conclusões serão apresentadas ao final da investigação técnica.

O relatório final seguiu no mês passado para os representantes acreditados da Comissão de Investigação no exterior (Estados Unidos e Canadá). Segundo a legislação internacional, eles têm até 60 dias para apresentar considerações sobre o conteúdo do documento.

A seguir, veja os principais pontos apresentados aos familiares:

1) Não foram encontrados erros de projeto ou de integração nos equipamentos de comunicação, transponder e TCAS (anticolisão) da aeronave N600XL;

2) Entre os dias 29 e 31 de janeiro, os dois pilotos americanos foram ouvidos, em entrevistas individuais, na sede do NTSB (National Transportation Safety Board), em Washington, nos Estados Unidos. Os pilotos ouviram as 2h de gravação do áudio registrado pela caixa-preta (CVR) da aeronave N600XL e responderam a um longo questionário elaborado pela Comissão de Investigação sobre o acidente;

3) Os pilotos disseram que não realizaram nenhuma ação intencional para a interrupção do funcionamento do transponder e, conseqüentemente, do sistema anticolisão da aeronave, assim com também não perceberam ou recordam terem feito algo que pudesse ter ocasionado a interrupção, de forma acidental, do funcionamento dos referidos equipamentos;

4) A Comissão de Investigação realizou um último esforço para ouvir os controladores, mas por orientação do advogado de defesa, eles continuaram a se recusar a prestar qualquer entrevista.

5) Algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados na ocorrência, o que levou a Comissão a analisar os motivos pelos quais isto ocorreu, com o objetivo de elaborar recomendações de segurança de vôo. As considerações serão prestadas no relatório final;

6) Não se encontrou no acidente indicação de influência de cobertura radar, por ineficiência ou deficiência de equipamentos de comunicação e vigilância no controle de tráfego aéreo;

7) Sessenta recomendações de segurança de vôo foram expedidas ao longo dos trabalhos. A divulgação ocorrerá no final dos trabalhos.
Informações adicionais sobre a investigação técnica serão apresentadas no relatório final.

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS

Fonte: CECOMSAER

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