sexta-feira, 4 de julho de 2008

ESTADO: Parentes de vitimas de vôo 1907 sofrem derrota nos EUA

Parentes de vítimas do vôo 1907 sofrem derrota nos EUA
Publicado em 04.07.2008, às 14h45


Parentes de vítimas do acidente com o vôo 1907 da Gol, ocorrido em 2006, tiveram negados pela Suprema Corte norte-americana pedidos em conjunto de julgamento dos virtuais responsáveis pelo acidente nos Estados Unidos. Em sentença proferida na quarta-feira, o juiz Brian M. Cogan considerou que a Justiça norte-americana não é fórum conveniente para as ações de indenização. Os familiares moviam ações nos EUA contra os fabricantes de peças do avião e contra a Legacy, proprietária do jato que se chocou com o Boeing 737 da Gol. Ainda cabe recurso à decisão.

O vôo 1907 da Gol partiu de Manaus com destino ao Rio de Janeiro no dia 29 de setembro de 2006. Aproximadamente duas horas depois a aeronave se chocou com o Legacy no ar. Os aviões seguiam em rotas paralelas. No acidente morreram 154 pessoas, sendo 48 moradoras no Amazonas. De acordo como presidente Associação da Região Norte dos Parentes e Vítimas de Acidentes Aéreos, Camilo Moisés Barros, o próximo passo será, ao mesmo tempo em que os advogados entram com apelação à Justiça dos EUA, ingressem com ações no Brasil.

"Foram dezenas de pessoas que preferiram primeiro acionar a Justiça norte-americana por acreditar que os resultados seriam mais rápidos", afirmou Barros. Além disso, as ações norte-americanas costumam entrar com valores mais altos que as brasileiras. De acordo com Barros, a decisão da Corte dos EUA chegou à conclusão de que o acidente ocorreu por fatores ligados à questão do controle aéreo feito no Brasil pelo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta) e não por falha no equipamento anticolisão do Boeing.

Na sentença, o juiz informa também que os dois pilotos do Legacy assinaram acordo com a Justiça dos EUA, aceitando qualquer decisão da Justiça brasileira. Os advogados consideram que a maior dificuldade de entrar com os processos - e que também podem ter pesado na decisão da Corte norte-americana - o fato de o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não ter liberado sequer o laudo preliminar do acidente.

Fonte: Agência Estado

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