terça-feira, 27 de maio de 2008

North of State: Court orders American pilots to be interrogated

North of state: court orders American pilots be interrogated

The Federal Court of Sinop sends today, to the United States courts, the interrogation of American pilots Joseph Lepore and Jan Paul Paladino, in the trial on the crash of the Gol Boeing in the North of the state in 2006. The delay in sending was necessary due to the translation of the entire document. There are 52 questions for each one, elaborated by judge Murilo Mendes and the Prosecutors' Office, with questioning about the possible causes of the aircraft's crash which caused the deaths of 154 people, in September of 2006. Joseph and Jan piloted the Legacy jet and were going from Rio de Janeiro [sic] to Manaus, from where they would proceed to the USA. Enroute, the jet collided with the Boeing. They managed to make a forced landing in the Serra do Cachimbo mountains and the six crew members [sic] escaped unharmed.

Among the inquiries to which the two should respond are whether they analyzed the flight plan and if they were aware that the route foresaw three altitudes – level 370, level 360 and level 380, and why the aircraft always flew at level 370. The magistrate also asked what information was given to them by the São José dos Campos tower when the plan was authorized and if someone turned off the transponder during the flight, and if they perceived that it was turned off.

He also wants to know why they tried to make contact with the control center before the collision, since, before then, only one contact had been made, and also who pronounced the phrase, "I hate to have the Brazilian Air Force on our tail", and if this phrase indicates only a manifestation of disdain for the Brazilian Air Force or if it indicated a desire to free themselves of normal surveillance.

There is still no deadline for the interrogation to be concluded and sent back to the Brazilian courts. Only after this procedure, will judge Murilo Mendes continue with the testimony of witnesses, who will also be heard by means of precatory letters, since they live in other States and countries.

The entire procedure is done through the intermediation of the Ministry of Justice.

Source: Só Notícias/Tania Rauber (photo: AFP)


TAM ACCIDENT NOTE - 24/05/2008

The Air Force Command informs that the Center for the investigation and Prevention of Aeronautic Accidents (CENIPA) has still not finished the final report on the accident with the TAM A-320 Airbus, which occurred on July 17, 2007 at the Congonhas - SP airport.

It is worth emphasizing that this document does not point to those to blame for the accident, but rather to the factors which contribute to its having occurred, aimed solely at the safety of aviation activity.

Besides this, at the moment at which the investigation of this accident is concluded, the result will be released first to the relatives of the victims and, later, released to the media, without any sort of preference for specific journalists or news outlets.

Finally, it is up to the Air Force Command to lament that press professionals are broadcasting distorted information on the work still underway and falsely attributing to CENIPA responsibility for this information.

Brig Ar ANTONIO CARLOS MORETTI BERMUDEZ
Head of the AIR FORCE SOCIAL COMMUNICATION CENTER

Nortão: Justiça manda interrogar pilotos americanos

Nortão: justiça manda interrogar pilotos americanos
26 de maio de 2008 - 00h03

A Justiça Federal de Sinop encaminha hoje, à Justiça dos Estados Unidos, o interrogatório dos pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, no processo da queda do boeing da Gol, no Norte do Estado, em 2006. A demora no envio foi necessária devido a tradução de todo o documento. São 52 perguntas para cada um, elaboradas pelo juiz Murilo Mendes e Ministério Público, com questionamentos sobre as possíveis causas para a queda da aeronave que causou a morte de 154 pessoas, em setembro de 2006. Joseph e Jan pilotavam o jato Legacy e seguiam de Rio de Janeiro para Manaus, de onde prosseguiriam aos EUA. No trajeto, o jato colidiu com o boeing. Eles conseguiram fazer pouso forçado na Serra do Cachimbo e os seis tripulantes saíram ilesos.

Entre os questionamentos que os dois devem responder estão se eles analisaram o plano de vôo e se estavam cientes que o percurso previa três altitudes – nível 370, nível 360 e nível 380, e por que a aeronave voou sempre no nível 370. O magistrado também questiona quais as informações lhes foram repassadas pela torre de São José dos Campos quando autorizado o plano e se alguém desligou o transponder durante o vôo, e se perceberam que estava desligado.

Também quer saber por quê eles tentaram contato com o centro de controle antes da colisão, uma vez que, antes dela, apenas um contato havia sido feito, e também quem pronunciou a frase “odeio ter a Força Aérea Brasileira no nosso rabo”, e se esta frase indicava apenas uma manifestação de desapreço pela Força Aérea Brasileira ou indicava vontade de livrar-se do monitoramento regular.

Ainda não há um prazo para que o interrogatório seja feito e remetido novamente para a Justiça Brasileira. Somente após este procedimento, o juiz Murilo Mendes dará prosseguimento com a oitiva de testemunhas, que também serão ouvidas por meio de carta precatórias, já que residem em outros Estados e países.

Todo o procedimento é feito por intermédio do Ministério da Justiça.



Fonte: Só Notícias/Tania Rauber (foto: AFP)

sábado, 24 de maio de 2008

Folha: On TV, radio, on-line and even in congress, fire became aviation accident

Folha de São Paulo
On television, radio, on-line and even in Congress, fire became aviation accident

DANIEL CASTRO
FOLHA COLUMNIST
The fire in the southern region of the city of São Paulo was initially reported as an aviation accident. The first TV broadcaster to give the "barriga" (in journalistic jargon, incorrect information) was Globo News. The false news was immediately reproduced by other TVs, radios, and sites, including Folha Online, which attributed it to the Globo channel.

The "barriga" quickly echoed in Congress. Congressman Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) interrupted the session of the Credit Card CPI, at 17:19, to give "an extremely serious and very sad communication" to his colleagues and lament the "chaos in air transport", in a live transmission by Record News and Band News.

The chairman of the CPI, senator Marisa Serrano (PSDB-MS) lamented the "terrible information" and passed the floor to congressman Paulo Teixeira (PT-SP). He said that he was rooting for the damage to be "as minor as possible not only for those who were on the aircraft as for those who were in the buildings".

Globo News gave news of the false accident, with aerial images of smoke, at 17:17. It said that an ATR plane belonging to Pantanal Linhas Aéreas had just collided with a building in São Paulo. It denied the story five minutes later, at 17:22. Band News gave the "news" seconds later. Record News gave the news at 17:19.

Broadcast TVs

Of the open channels, Record was the only one, at 17:26, to give the "barriga". Globo and Band decided to wait for confirmation and only gave the news of the fire in a mattress warehouse. On the air earlier, José Luís Datena (Band) bragged of the feat.

Record News and Record accused Civil Defense of being the source. A little after 18:00, Record News put on the air, by telephone, the coordinator of Civil Defense, Jair Pacca de Lima, confirming that the first information that the organ had received was that there had been an aviation accident.

The false information supposedly was born when a Patanal pilot, who was landing at Congonhas, advised the tower about a fire on the landing path. The information was confused with an accident involving one of the company's planes.

Globo News did not reveal the source. "Globo News received the incorrect information from sources until then reliable, but does not consider it correct to name sources to excuse itself from an error which, although condemnable, can happen in transmissions of this type", it justified in a note.

The channel relativized the error as being "a real-time coverage".

"As soon as the images were captured, they were put on the air, attributing them to an accident, the first information that arrived at the Newsroom. Right afterward, with the investigation underway, definitive information appeared, clarifying that it was not an accident. While disconnected information is usual in real time transmission, Globo News is evaluating its procedure in the episode".

segunda-feira, 19 de maio de 2008

CECOMSAER: Controlador aéreo é primeiro militar, só depois é controlador aéreo

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) presta esclarecimentos sobre a matéria publicada hoje no jornal O Dia, sob o título “Medo na `calmaria´ aérea”:

A punição disciplinar, segundo Cretella Jr. (1988, p.66) “é o meio de que dispõe o Estado para assegurar a boa ordem no serviço e a observância dos deveres prescritos, e que tem como fundamento a disciplina e a boa ordem que devem imperar no serviço público para a própria subsistência desse”.

Quando aplicada no âmbito administrativo, a punição disciplinar funciona como imposição de pena ao servidor público que comete algum desvio de conduta ou alguma transgressão disciplinar.

O militarismo, como se sabe, é pautado por normas rigorosas e baseado na hierarquia e na disciplina de seus integrantes. A quebra desses preceitos significa quebra de decoro, da disciplina e dos pilares que mantêm vivas as instituições militares. Por essas razões, o militar está sujeito a normas mais rígidas e deve se adequar ao sistema militar e não o contrário.

Ao ingressar na profissão militar, sempre como voluntário, o militar está sujeito às sanções decorrentes de transgressões disciplinares que por acaso venha a cometer. A ele são impostas sanções diversas das sanções administrativas impostas a outros servidores e funcionários do serviço público.

(Fonte: José, C. Prática do Processo Administrativo. Ed. Revista dos Tribunais. São Paulo, 1988).

No caso específico do SO Moisés Gomes de Almeida, a juíza auditora da 11ª CJM (Circunscrição Judiciária Militar) enviou ofício ao Comandante do Sexto Comando Aéreo Regional, em 10 de março de 2008, comunicando o arquivamento do IPM (Inquérito Policial Militar) nº. 4.266/08, no qual figura como indiciado o militar em questão, e orienta que caberá “à autoridade competente a aplicação da punição disciplinar adequada, tendo o prazo recursal decorrido...”.

No âmbito do Comando da Aeronáutica, a punição disciplinar é definida pelo Regulamento Disciplinar da Aeronáutica (RDAER), aprovado pelo Decreto nº. 76.322, de 22 de setembro de 1975.

Ao que parece, o jornal não estabeleceu os filtros necessários para uma adequada apuração jornalística, a partir do momento em que não consultou o CECOMSAER para obter a posição da Instituição sobre o assunto.

Mais uma vez insistimos que tratar esse assunto sem emoção e desvinculado de interesses particulares é de vital importância para o futuro da aviação.

Não é prudente, portanto, que esse debate seja balizado apenas pelo terrorismo informativo, com a simplificação de exemplos, com a manipulação de comparações e sob influência de reivindicações pessoais ou setorizadas.

Clique aqui para saber mais sobre as recentes ações do Comando da Aeronáutica em relação à modernização do Sistema de Controle do Espaço Aéreo.

Brig Ar ANTONIO CARLOS MORETTI BERMUDEZ
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Gazeta Mercantil: ANAC vai passar por auditoria internacional

Anac vai passar por auditoria internacional

19 de Maio de 2008

Depois de confirmada a renúncia do brigadeiro Allemander Pereira do cargo de diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cargo para o qual ele estava mandatado e chancelado pelo Senado Federal, fica a sensação de que a agência passou realmente agora a ser comandada por pilotos sem brevê. Os últimos fatos ocorridos na Anac, uma agência criada há apenas três anos, resultam na demissão em dominó dos seus seis primeiros diretores. Cinco da primeira diretoria e agora Allemander, que foi o primeiro da era do ministro da Defesa Nelson Jobim.

Muito mais sério do que os problemas folclóricos gerados pela presidente da agência, Solange Vieira, a Anac passa por uma crise de problemas estruturais que podem trazer seqüelas graves para o Brasil nos próximos anos. É como se o avião tivesse perdido uma das turbinas no vôo e os seus tripulantes ficassem discutindo a qualidade do serviço de bordo, sem ter noção da situação de risco. Em uma recente visita a uma escola de formação de pilotos, a presidente da Anac resolveu experimentar um simulador de vôo e derrubou duas vezes a aeronave que pilotava virtualmente. De concreto, é algo parecido com o que está acontecendo com o seu comando na agência, só que no mundo real.

Já está marcada para maio do próximo ano a auditoria da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci), organização mundial de aviação, que encontrará um quadro pior do que achou em 2001, só que desta vez o país não terá seis meses para corrigir os problemas encontrados. O retrato que for traçado pelos inspetores internacionais ficará no site da entidade pelos próximos seis anos. Se o resultado for negativo, o Brasil poderá ser rebaixado pelas autoridades aeronáuticas norte-americanas e européias para a categoria 2 (ficando a posição congelada por pelo menos seis anos até a próxima auditoria internacional) ou ainda ser rebaixado para a categoria 3. As aeronaves do países de categoria 2 só podem voar até aeroportos limítrofes, como Miami, Nova York ou Lisboa, ficando proibidos de sobrevoar territórios europeus e norte-americanos. Na categoria 3, os aviões são simplesmente banidos, como ocorreu com a Linhas Aéreas de Moçambique.

A auditoria da Oaci, que está confirmada no site da organização internacional, irá focar principalmente os anexos I, VI e VIII, que checam a capacidade técnica do órgão regulamentador, que envolve pessoal técnico, aeronaves e quadro de fiscalização. Também a Oaci irá colocar a lupa no Anexo XVIII, que envolve cargas perigosas.

O problema é que Solange Vieira acredita que a Anac está "inchada" e que poderia funcionar com um quadro bem menor. Depois que regressou dos Estados Unidos, ela passou a dizer que bastava meia dúzia de comandantes para fazer a fiscalização da Anac no Brasil. A agência deverá perder até o início de 2009, ou seja, antes da auditoria internacional, pelo menos 600 funcionários. Ela tentou acabar com o convênio com a Infraero, o que resultaria na devolução de 200 funcionários, dos quais 80 já perderam a gratificação, com a justificativa que de a empresa aeroportuária é que havia cortado, enquanto na realidade é a Anac que reembolsa à estatal estas despesas.

Em março do próximo ano serão devolvidos 280 militares, dentro do lote anual, só que a agência não consegue substituí-los com pessoal civil. No último concurso, das 47 vagas para engenheiros aeronáuticos, só 12 passaram, sendo que oito já pertenciam ao quadro. Na realidade, só houve quatro novas contratações. Como pilotos checadores, haviam 85 vagas, das quais 10 foram preenchidas. Só que novamente cinco já faziam parte do quadro, e só houve o acréscimo de seis. O quadro temporário de 2001, que foi exatamente colocado para atender às exigências da Oaci, depois da última auditoria – benevolência para ajuste que não haverá desta vez -, deverá ser liberado ainda este ano e a sangria da capacitação técnica da agência vai virar uma hemorragia incontrolável.

Como nenhum dos seus diretores possuía currículo ligado à aviação, principalmente a sua presidente, os danos que forem causados pela atual gestão da Anac à aviação comercial brasileira não trarão nenhuma seqüela séria para eles. Solange Vieira coleciona uma série de queixas dos lugares por onde passou e a Anac será apenas uma a mais. O pior será para o País. O reflexo deste vôo sem rumo se manifestará nos próximos quatro ou cinco anos, no mínimo.

A Aviação Geral, que está diretamente subordinada à presidente da agência, já coleciona 41 acidentes até o fechamento desta edição. No ano passado, foram 96 acidentes, um recorde lamentável e para este ano, alguns especialistas ligados ao comando da aeronáutica, acreditam que poderemos chegar a 120. Um sinal claro que algo de muito errado está acontecendo.

A Anac coleciona um festival de implosões internas e, externamente, a agência fecha os olhos para o que está ocorrendo com a quebra do artigo 181 do Código Brasileiro Aeronáutico, que proíbe que estrangeiros comandem uma empresa aérea no Brasil. No caso da VarigLog, a agência mantém uma passividade perigosa e não toma nenhuma atitude. Dentro de uma semana vence o prazo dado pelo juiz de São Paulo, José Paulo de Camargo Magano, para que a empresa apresente novos sócios brasileiros. Para que isso ocorra, será necessária a comprovação dos investimentos e a compra das ações que hoje pertencem 100% ao Fundo Matlin Patterson.

Uma concessionária pública burlar a legislação federal já faz parte de um cenário onde a mão forte da Anac deveria se fazer presente. Uma mão forte que inexiste, a não ser na deselegância, como foi o caso da última reunião, que colocou na mesma sala os brigadeiros Allemander e Jorge Godinho, secretário nacional de Aviação Civil, o ministro Nelson Jobim e Solange Vieira. Ela ficou todo o tempo insuflando o ministro, que acabou sendo grosseiro e criando um quadro de constrangimento que resultou posteriormente no pedido de saída do próprio diretor.

A agência mantém o segredo das suas reuniões, porque parte das suas decisões são indefensáveis e não resistem a um comentário técnico. Nunca mais as atas foram publicadas por trazerem contestações de quem não aceitou colocar em risco o seu currículo. A agência perde autonomia quando o Ministro de Estado senta para despachar na própria agência e recebe os presidentes das empresas aéreas. Foi o que ocorreu na sede da Anac, no Rio, com Jobim comandando uma reunião, com uma calada presidente ao seu lado. O que era para ser independente, como uma forma de salvaguardar a sociedade civil dos arroubos e excessos do poder executivo, hoje está efetivamente subordinada de forma servil.

kicker: Já está marcada para maio do próximo ano a auditoria da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci)

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 8)(Cláudio Magnavita - Presidente nacional da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, membro do Conselho Nacional de Turismo e diretor do Jornal de Turismo.)

terça-feira, 13 de maio de 2008

FAB: Prisão arbitrária dum Executivo eleito duma associação reconhecida



Prisão arbitrária dum Executivo eleito duma associação

Aeronáutica: Controlador de võo cumpre nova prisão por mensagem no Orkut

Aeronáutica: Controlador de vôo cumpre nova prisão por mensagem no Orkut

LÍVIA MARRA
EDITORA DE COTIDIANO DA FOLHA ONLINE

O suboficial Moisés Gomes de Almeida, vice-presidente da Febracta (Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo), começou a cumprir ontem uma nova prisão disciplinar por ter publicado no site de relacionamentos Orkut textos que contestavam decisões da Aeronáutica e que convocava os colegas a manterem apoio às associações.

Publicadas em agosto do ano passado, as mensagens já foram retiradas do site. Uma delas pedia união da categoria, ainda que as detenções fossem o preço por refutar as decisões dos superiores. Almeida deve ficar preso até 27 de maio.

Em junho do ano passado, o controlador cumpriu dez dias de detenção por ter dado declarações à imprensa sobre a crise aérea. De acordo com a Aeronáutica, militares precisam de autorização para falar a qualquer veículo de comunicação.

A entrevista e as mensagens postadas na internet foram consideradas crime de insubordinação, e a prisão está prevista no Código Militar. A defesa do militar deve recorrer da decisão.

Outro lado

Procurada, a Aeronáutica informou que não se manifestaria sobre o caso, por considerar que a medida está dentro do regulamento.

Outros líderes da categoria também sofreram punições -com detenções ou afastamento- desde o início da crise aérea.

Controladores ouvidos pela reportagem voltaram a denunciar os mesmos problemas relatados desde o acidente com o vôo 1907 da Gol, ocorrido em setembro de 2006 e que desencadeou uma crise no setor.

Eles reclamam da pressão imposta pela hierarquia militar e apontam falhas em equipamentos de algumas regiões

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Presidente da FEBRACTA cumprirá prisão domiciliar

Presidente da Febracta cumprirá prisão domiciliar
Dom, 11 Mai, 07h53

O presidente da Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), suboficial Moisés Gomes de Almeida, cumpre a partir de amanhã mais 15 dias de prisão disciplinar, determinada pelo Comando da Aeronáutica. Ele teve a prisão decretada por contestar decisões da Força Aérea e incitar colegas, por meio do Orkut (página de relacionamento pessoal na Internet), nove meses atrás. Advogados do militar classificaram o ato como "perseguição política" e pretendem recorrer da decisão da Aeronáutica.

Esta é a segunda prisão da Moisés. A primeira foi em junho do ano passado, por ter dado entrevista à rádio CBN quando contestou afirmações do comandante da FAB, brigadeiro Juniti Saito, sobre as deficiências do sistema de controle do tráfego aéreo.

As mensagens no Orkut, que geraram, agora, a nova ordem de prisão, foram publicadas em agosto do ano passado. Na primeira, intitulada "Será que falhamos?", Moisés pede mais transparência no setor e que os controladores sigam todos os passos da legislação do tráfego aéreo em vigor, ainda que tenham de pagar o preço de novas prisões por contrariar ordem de algum superior hierárquico, que esteja em desacordo com as regras legais do ATC.

Em 26 de agosto, em nova mensagem na página dele, intitulada "Recado aos controladores do Brasil", o presidente da Febracta disse que os controladores estão fortalecidos, que estão se mobilizando para defender os colegas presos e perseguidos. Afirmou, ainda, que sonha em ver um Controle de Tráfego Aéreo Brasileiro "livre de tantos equívocos, tanta incompetência, tanta ignorância e tantas ações sem planejamento. Moisés pediu a todos os controladores que se unam, apoiando as associações.

Estadão: Controller faces second jailing

O Estado de S.Paulo

Controller faces second jailing
President of association will serve 15 days for inciting colleagues via Orkut

Tânia Monteiro

The president of the Brazilian Federation of Air Traffic Controllers' Associations (Febracta), sub-official Moisés Gomes de Almeida, will serve starting today another 15 days of disciplinary imprisonment, determined by the Air Force Command. He received the jail sentence for having contested decisions by the Air Force and inciting colleagues, through Orkut (an Internet personal relationships site) , nine months ago. Lawyers for the sub-official classified the act as "political persecution" and intend to appeal the Air Force's decision.

This is Moises's second jailing. The first was in June of last year, for having given an interview to Radio CBN, when he contested affirmations by the Air Force commandant, brigadier Juniti Saito, on the deficiencies of the air traffic control system.

The Orkut messages, which caused, now, the new arrest order, were published in August of last year. In the first, titled "Could it be that we failed?", Moisés asks for more transparency in the sector and suggest that the controllers follow all the rules in the aviation traffic legislation in effect, even if they have to pay the price of new jailings for going against the orders of some hierarchal superior.

UNION

On August 26, in a new message on his page, entitled "Message to the controllers of Brazil", the president of Febracta said that the controllers are strengthened, that they are mobilizing to defend their colleagues who are jailed and persecuted. He affirmed, further, that he dreams of seeing an Air Traffic Control "free of so many mistakes, so much incompetence, so much ignorance and so many 'unplanned' actions." Moisés asked that the controllers unite in associations.