sexta-feira, 3 de agosto de 2007

MANAUS: Controladores de vôo pedem socorro

Controladores de vôo pedem socorro em carta
28/07/2007

Um texto elaborado por controladores de vôo e enviado à reportagem do Estado neste sábado revela que a crise dentro do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) 4, em Manaus, está longe de acabar. Os militares se dizem "perseguidos" pelo comando da Aeronáutica e pedem "socorro" à sociedade.
De acordo com os controladores, a prisão do presidente da Associação Amazônica dos Controladores de Tráfego Aéreo, tenente Wilson Alencar, "está recheada de irregularidades e arbitrariedades"
Wilson Alencar foi detido na última quinta-feira, por determinação do comando da Aeronáutica, no Amazonas, sob o argumento de ter faltado ao serviço. Na versão apresentada pela Força Aérea Brasileira (FAB), Alencar não justificou o motivo da ausência ao serviço no dia 5 de julho deste ano.
Segundo controladores de vôo, Alencar faltou ao serviço para acompanhar a esposa ao médico. Mesmo tendo justificado a ausência com um atestado médico e um termo de acompanhamento da esposa, o tenente recebeu, em 6 de julho, uma Ficha de Avaliação de Transgressão Disciplinar (Fatd) e foi imediatamente transferido para o Sétimo Comando Aéreo Regional (Comar), em Manaus. Na ocasião, era o sexto controlador afastado do Cindacta 4 Como registram os militares, só no dia 26 de julho, 21 dias depois da falta teoricamente não justificada, e quando já estava atuando no Sétimo Comar, Wilson Alencar recebeu a notícia de que ficaria detido por quatro dias.
"Vale ressaltar que o regulamento prevê que o detido seja comunicado três dias antes de sua punição, para que o mesmo se prepare", dizem os controladores "No Cindacta 4 estamos sendo queimados vivos simplesmente por exigir melhores condições de trabalho e maiores coeficientes de segurança. Qualquer pequeno motivo é objeto para responder por transgressão", dizem os militares, no texto.
"Pedimos socorro a todos", registram. "Está chovendo cadeia aqui em Manaus. Infelizmente, nossos superiores não aprenderam com duas tragédias. Se valem do pretexto de hierarquia e disciplina para enforcar todos aqueles que ousam relatar as inúmeras falhas do sistema", concluem.

Fonte: Agencia Estado

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